A autora, munida de um ácido senso de humor e uma fina sensibilidade, narra, na forma de autoficção, os devaneios de sua pandemia. Pouco escapa de seus olhos atentos e de sua ironia: a própria casa, sua falta de habilidade nas atividades domésticas, sua ousadia de criar um programa de culinária para ensinar a fazer miojo, sua destreza ao lançar um talk show caseiro no meio do confinamento. Denuncia a pouca sensibilidade de uns e o companheirismo de outros, confessa as saudades das caipirinhas no boteco, das viagens e namorados internacionais, do trabalho, do corpo esguio, da mãe e da liberdade. Um livro que se lê rindo e chorando, autêntico e insano como os devaneios da autora.