Tem de ser uma crônica curta, porque muita balada-festa-jogatina-perversão-bebedeira-comilança-pecado-descaminho acontece por aqui ao mesmo tempo e quase ninguém tem tempo pra ler – de repente, nem eu pra escrever.

O tema NÃO pode ser a minha vida amorosa desastrosa, porque pra isso eu teria de falar sobre os amores líquidos de Bauman e… Bauman certamente não veio pra Las Vegas! Os relacionamentos aqui não são apenas líquidos. São mais na velocidade do “saiudoquartoentrounoelevadorpegouchegounoterreoepegououtra”

Então, como escrever algo mais para o engracado, se eu perderia até para os carpetes, que parecem calças de palhaços pra pisar?

Não posso ser sombria, porque Las Vegas é daqueles lugares que até durante a noite conseguem ser dia.

Tinha de ser uma crônica com um ar internacional, mas haja globalidade pra ser tão ou mais num lugar que é Paris, Nova York e Veneza na mesma rua!

Podia ter qualquer coisa de enigmática, mas poucas coisas pra mim são tão inexplicáveis quanto aquelas pessoas que às 7h já estão no cassino vestidas como se fossem para um casamento no palácio de Buckingham. Elas estão ali desde ontem? Elas já estão ali pra um casamento de bem mais tarde? Elas acham que precisa se vestir assim pra ganhar uns trocados no caça níquel? Até hoje não ganhei nas máquinas porque não tenho uma roupa dessas?

Também não vai poder ser uma crônica feminista, porque seria possivelmente considerado antagônico no mesmo texto enaltecer um lugar que contrata garçonetes vestidas de Baywatch pra servir os clientes e o feminismo.

Nem mesmo vai dar pra contar alguma história, já que o que acontece em Vegas fica…

Não, pensando bem, não vou escrever. Afinal, Las Vegas é a Terra da Ressaca e eu ontem… Aff!

Leitores, vou postar a foto de um gatinho, que assim todo mundo gosta, e mais tarde eu volto. ☺️

(Ivy Cassa)

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